• Paula Guimarães

A Nova Ordem de Trabalho


Realizado em 2015 pela FYA (Foundation for Young Australians), organização australiana que visa preparar e dar suporte às próximas gerações, o The New Work Order é um relatório que possui informações sobre as tendências de trabalho do país. Esse relatório mostra os desafios futuros dos novos trabalhadores, além de discutir alguns exemplos de políticas internacionais já aplicadas para dar o suporte necessário ao desenvolvimento profissional dos jovens.


Embora os dados pertençam à Austrália, é possível inferir o mesmo para o resto do globo e perceber uma tendência mundial na alteração das perspectivas de trabalho nos próximos anos.


É fato que os recém-graduados estão achando difícil encontrar empregos e os empregadores dizem haver discrepância entre as habilidades requeridas pela indústria e as formadas pelas universidades. Além disso, é esperado que os trabalhos do futuro sejam mais automatizados, colaborativos, flexíveis e globais.


No âmbito da tecnologia, em torno de 40% dos cargos atuais possuem alto risco de automação nas próximas duas décadas, apesar disso, a maioria dos universitários (60%) está sendo treinada em áreas desses cargos. Ainda, estima-se que metade dos cargos disponíveis necessitará habilidades digitais avançadas nos próximos anos.


Somado a isso, as ocupações que auxiliam os jovens a entrar no mercado de trabalho estão desaparecendo: em torno de 70% dos jovens conseguem seu primeiro emprego em posições que serão radicalmente afetadas pela automação, sendo ou extintas, ou muito diferentes, nos próximos 10 a 15 anos.


Quanto ao desemprego, o risco é grande para os australianos: atualmente, cerca de 33% dos jovens encontram-se desempregados ou empregados em trabalhos que estão abaixo de suas qualificações. A nova geração dos jovens encontra-se com mais dívidas e com menos acesso à casa própria que a geração anterior.


Nos últimos 25 anos, o maior crescimento na oferta de empregos aconteceu para ocupações que necessitam de trabalho especializado (pessoas graduadas). Nesse mesmo período, aproximadamente um a cada dez homens não graduados ficou desempregado e ainda não conseguiu obter um cargo fixo. Isso porque ocupações que necessitam menor formação profissional tiveram nenhum crescimento, ou até mesmo decresceram na oferta de emprego. Hoje, mais de 25% dos homens não graduados não possuem emprego fixo e não estão procurando emprego.


Pesquisas recentes sugerem que um terço da força de trabalho australiana se provê de trabalhos flexíveis. Desde 1990, cerca de 60% do crescimento na quantidade de trabalho esteve ligado a ocupações temporárias, de meio período, ou autônomas; tanto para o trabalho principal, quanto para fontes de renda secundárias. A tendência é que as jornadas de trabalho sejam mais flexíveis e os contratos, menos permanentes.


Plataformas online de demanda, como o Uber, têm sido importantes ferramentas para obter esta jornada flexível e como fonte de renda para pessoas desempregadas, ou para aquelas que não conseguiriam ter acesso a um emprego de outra forma. 64% dos australianos e 71% dos jovens australianos indicam que considerariam prestar serviços nessas plataformas para conseguir uma renda adicional em 2015.


Figura 1. Porcentagem de australianos que aceitariam fornecer serviços em plataformas digitais.

(Gráfico adaptado do relatório australiano "The New Work Order" de 2015)

Por último, em relação ao que os trabalhadores desejam, 35% gostaria de ter horários de trabalho mais flexíveis e 45% dos empregados diz que a flexibilidade é o fator mais importante ao se procurar um emprego. Apenas 20% acredita que um salário alto é muito importante; em contrapartida, a segurança e ter um trabalho interessante/significativo são considerados aspectos primordiais por aproximadamente 60% e 50% dos trabalhadores respectivamente.


Abaixo, a taxa de desemprego em 09 capitais do Brasil, pesquisadas entre os dias 02 e 08 de Setembro de 2017, pelo INSTITUTO GUIMARÃES:




E pra você, qual o futuro dos jovens e dos desempregados no Brasil e no Mundo?

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Confira o relatório completo (em inglês) em: The New Work Order

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