• Paula Guimarães

Turismo I - Um Passeio pelo Norte


Foto da Capa - Férias

Para entrar no clima das férias, não há nada como uma boa viagem!

Sabemos que o pessoal do Sudeste gosta de visitar o Norte e o Nordeste do Brasil, aproveitar suas praias e comidas típicas. Mas e o pessoal do Norte e Nordeste, o quanto eles visitam seus próprios pontos turísticos?


Nesse post, passeamos pelo Norte do Brasil apresentando o resultado de pesquisas realizadas nos estados do Amazonas, Pará e Amapá, em que exploramos os hábitos de turismo da região.


Foto da Fortaleza de São José e Bandeira do Amapá

No Amapá, entrevistamos os moradores de Macapá e Santana (as duas maiores cidades, com aproximadamente 74% da população do estado). Lá, pesquisamos sobre a visitação à Fortaleza de São José, localizada em Macapá. Inaugurada em 1782, no dia de seu padroeiro São José, a fortaleza foi erguida para defender a Amazônia da invasão francesa. A construção foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1950 e está simbolicamente representada na bandeira do estado desde 1988.


Em Manaus-AM, perguntamos às pessoas se já visitaram o Encontro das Águas, fenômeno no qual os Rios Negro e Solimões se juntam formando o Rio Amazonas, mas, devido às suas diferentes composições químicas, temperaturas e velocidades, não se misturam.


Foto da Ilha de Marajó

No estado do Pará, as entrevistas foram realizadas tanto na capital e na região metropolitana, quanto no interior. Perguntamos sobre o turismo à Ilha de Marajó, situada no arquipélago de Marajó, à Noroeste de Belém. Essa é a maior ilha costeira do Brasil e também a maior ilha fluviomarinha do mundo, banhada pelo Oceano Atlântico e pelos Rios Amazonas e Tocantins. Um forte símbolo da ilha são os búfalos, os quais podem ser vistos em grandes manadas.



Gráfico 1: Quem mais visitou os pontos turísticos

Em geral, como podemos ver no gráfico, os amapaenses são os que mais visitaram seu ponto turístico (82,4%) e aproximadamente 70% da população manauara já visitou o Encontro das Águas. Isso tem bastante destaque provavelmente pela proximidade destes pontos turísticos às capitais. Ao contrário desses dois locais, a Ilha de Marajó não fica situada na capital de seu estado, o que contribuiu para que a grande maioria dos paraenses (77,6%) nunca a tenha visitado.


Foto do Encontro das Águas dos Rios Negro e Solimões

Algo parecido ocorre dentro da cidade de Manaus: como o ponto turístico se situa a Sudeste da capital, os moradores das regiões Sul e Leste são os que mais o visitaram. E, ao contrário, as Regiões Norte e Oeste possuem mais pessoas que nunca fizeram o passeio.


Entre os moradores de Macapá, a Fortaleza foi visitada por aproximadamente 85% da população, enquanto que entre os moradores de Santana (região metropolitana), apenas 72% o visitaram.


No Pará, conforme mostra o gráfico abaixo, mais moradores da capital e região metropolitana de Belém visitaram a Ilha do que moradores do interior, entretanto essa diferença não se mostrou significativa. Para ambas as regiões, a grande maioria nunca viajou à Ilha de Marajó (68,9% e 81,7%). Apesar disso, para melhor comparação com Manaus e Macapá, os próximos dados sobre o Pará serão relativos apenas à Belém e sua região metropolitana.


Gráfico 2: Já foi à Ilha de Marajó x Região do Estado

Outro fato interessante é acerca da idade dos turistas. Em Manaus, os mais jovens não costumam visitar o Encontro das Águas: mais da metade das pessoas que nunca visitaram o fenômeno estão nas faixas entre 16 e 34 anos, ao passo que 79,9% das pessoas entre 45 e 60 anos e 93,4% dos acima de 60 anos já visitaram esse local.


Ao contrário dos amazonenses, os visitantes da Fortaleza macapaense se concentram na população mais jovem, sendo que os jovens de 16 a 44 anos representam 74,3% dos turistas. Entre os paraenses, os que mais visitam a Ilha de Marajó se encontram na faixa dos 35 a 59 anos (43%), mas não há uma diferença tão grande na visitação por faixa etária como nos outros dois estados.


Gráfico 3: Visita ao Ponto Turístico x Faixa de Idade

Outros dados apontam que a maioria dos amapaenses que visitaram a Fortaleza de São José possui Ensino Médio Completo ou Superior Incompleto e quanto maior a escolaridade, maior a chance de ter visitado a fortaleza. E pode-se notar como o grau de instrução está diretamente ligado à renda.


Gráfico 4: Relação Grau de Instrução x Faixa de Renda

O mesmo vale no Pará: conforme a escolaridade (e a renda) aumenta, há mais chance do paraense ter visitado a Ilha de Marajó.


Gráfico 5: Visita ao Ponto Turístico x Faixa de Renda

Quanto ao Amazonas, a renda, escolaridade e religião não influenciam no hábito turístico da região. A renda pode ter um papel menor aqui visto que este é um passeio mais barato que os demais, que não envolve pagamento de taxas e é uma viagem de barco simples.

A religião, por sinal, não costuma ser um fator decisivo entre os turistas, exceto para a Fortaleza de São José, onde 84,9% dos católicos e 80,2% dos evangélicos já visitaram, enquanto que das pessoas de outras religiões e não religiosas os visitantes correspondem a 69,5% e 77,7% respectivamente.


Para finalizar, é interessante notar o fato de que os homens, de maneira geral, visitam mais os pontos turísticos que as mulheres.


Gráfico 6: Visita ao Ponto Turístico x Sexo

Este foi o nosso primeiro passeio pela região Norte do Brasil, navegando pelo maior rio do mundo através do Amazonas, Pará e Amapá (onde, diga-se de passagem, está localizada a única capital brasileira banhada pelo Rio Amazonas, Macapá). Em breve visitaremos outros estados e regiões do país aqui no Blog. Fiquem ligados!

E você, já visitou algum desses pontos turísticos?

Que outro monumento famoso você conhece nesses estados?

Participe nos comentários.

E boa viagem!

Foto de Boa Viagem!

Considerando as três pesquisas, foram entrevistados 2.610 indivíduos, sendo 800 moradores do estado do Amapá, 1.200 do Amazonas e 610 do Pará. Todas as entrevistas foram realizadas entre os meses de junho e julho de 2017. As perguntas foram: “Você já foi à Fortaleza de São José / ao Encontro das Águas / à Ilha de Marajó?”. A margem de erro máxima para os resultados globais é de 4,0 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um intervalo de confiança de 95,0%.

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